Atividades para reduzir a ansiedade de crianças autistas

Professora e alunoa em sala de aula - Atividades para reduzir a ansiedade de crianças autistas

A ansiedade

De acordo com o dicionário Priberam de português, ansiedade é comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não. Sofrimento de quem espera o que é certo vir, impaciência.

Ansiedade é um sentimento comum em todos seres humanos, independente de raça, religião, nação ou condição social. Mas o que fazer quando a ansiedade atinge crianças autistas?

Vários são acontecimentos que geram ansiedade nos autistas, desde as dificuldades na interação social a sobrecarga sensorial. Outra situação que gera ansiedade neles é quebra de rotina.Nesse artigo iremos falar sobre como reduzir a ansiedade em crianças autistas e os benefícios dessas práticas para a vida delas.

O autismo

De acordo com o site Tismoo, o autismo, ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), como é tecnicamente chamado, é uma condição de saúde caracterizada por prejuízos em três importantes áreas do desenvolvimento humano: habilidades socioemocionais, atenção compartilhada e linguagem. Atualmente a ciência fala não só de um tipo de autismo, mas de muitos tipos diferentes, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa.

“Na forma qualificada como de baixa funcionalidade, a criança praticamente não interage, vive repetindo movimentos e apresenta atraso mental. O quadro provavelmente vai exigir tratamento pela vida toda…

Na média funcionalidade, o paciente tem dificuldade de se comunicar e repete comportamentos. Já na alta funcionalidade, esses mesmos prejuízos são mais leves, e os portadores conseguem estudar, trabalhar e constituir uma família com menos empecilhos.

Há ainda uma categoria denominada savant. Ela é marcada por déficits psicológicos, só que com uma memória fora do comum, além de talentos específicos.”

O autismo não é uma doença, mas uma condição diferente de se expressar e de agir. E, por não ser uma doença, não tem cura, mas tratamentos para que o portador do transtorno possa ter mais qualidade de vida. No entanto, quanto mais cedo for diagnosticado e iniciado o tratamento, maior a possibilidade de ter uma vida melhor.

Atividades para reduzir a ansiedade de crianças autistas

  1. Identificar o que leva a criança ao quadro de ansiedade.

É importante observar o que faz com que a criança fique ansiosa para evitar esses ambientes, ou essas situações. Converse com ela sobre seus medos, caso ela não consiga falar, peça para desenhar. Deixe claro que o desconhecido traz insegurança para as pessoas, mas quando passamos a conhecer ele se tornará mais familiar.

  1. Evitar sobrecarga sensorial.

Lugares com estímulos sensoriais excessivos, por exemplo, luzes fortes, som alto, muitas pessoas, podem trazer desgastes emocionais levando a ansiedade. O ideal é procurar ambientes mais tranquilos e silenciosos. Na escola, no horário da saída, momento em que mais ocorre barulhos, permita que a criança saia ante das demais, evitando que o stress causado pelo barulho traga um desgaste mental.

  1. Atentar-se para a mudança de rotina.

Os autistas são muito metódicos, por isso a mudança de rotina pode causar ansiedade neles. Sendo assim, é importante comunicar a criança sobre possíveis mudanças no seu cotidiano. Por exemplo, quando estiver próximo o período das férias, a família deve explicar que naqueles dias ela não irá para escola.

  1. Evitar surpresas.

Conforme foi dito no tópico anterior, o autista não gosta de quebra de rotina. Desse modo, não queira fazer surpresas do tipo “hoje vamos tomar café da manhã no quintal” sendo que normalmente isso é feito na mesa, na cozinha de casa. Para o autista esses dias diferentes não são interessantes como para crianças não autistas.

  1. Não exceda nas informações.

Seja objetivo nas informações! Excessos de informações pode atrapalhar a compreensão do autista, pois o cérebro dele armazena essas informações diferente de um não autista. Uma sugestão é usar uma cheklist, onde é anotado as tarefas que devem ser executadas e marcá-las à medida que forem sendo feitas. Isso traz tranquilidade para o autista evitando, assim, uma crise de ansiedade.

  1. Use atividades lúdicas.

Qual criança não gosta de ludicidade? Pois é, com as crianças autistas não é diferente. Algumas brincadeiras reduzem a ansiedade nessas crianças, mas tome cuidado, pois como vimos em tópicos anteriores, o autista é muito sensível a sobrecarga sensorial. Desse modo as mais indicado para elas são desenhos feitos com tinta guache ou outros materiais, atividades com massinhas, jogos digitais, bolinhas coloridas, companhia de um animal de estimação (aqueles que não sejam tão barulhentos).

Quando a criança autista tem irmãos, eles podem ser excelentes aliados no desenvolvimento da interação social. Já em sala de aula, os professores podem estimular brincadeiras que aproximem as crianças.

  1. Passe confiança.

Como toda criança, o autista precisa sentir confiança no seu ciclo social. E uma maneira de transmiti-la é através da relação afetiva, pois através dela, a criança percebe que está sendo acolhida pelos que os cerca, seja professor ou familiar.

  1. Medicamentos 

Essa última dica só deve ser utilizada em casos extremos, quando há sintomas comportamentais que não puderam ser minimizados ou controlados satisfatoriamente por terapias comportamentais, e que seguem trazendo comprometimento significativo à qualidade de vida da criança e das pessoas próximas, como os familiares e colegas da escola. Nesse caso, a família da criança deve procurar um especialista para saber qual o medicamento mais indicado para o caso em específico.

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Referências:

“ansiedade”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021. Disponível em: https://dicionario.priberam.org/ansiedade. Acesso em: 17 mar. 2022.

Como reduzir ansiedade de crianças autistas, Instituto Neurosaber, 14/10/2016. Disponível em: https://institutoneurosaber.com.br/como-reduzir-ansiedade-de-criancas-autistas. Acesso em: 23 mar. 2022.

O que é Autismo ou Transtorno do Espetro do Autismo (TEA), Tismoo, atualizado em 14/2/2020. Disponível em: https://tismoo.us/saude/o-que-e-autismo-ou-transtorno-do-espectro-do-autismo.  Acesso em: 22 mar. 2022.

Tenorio, Goretti e Pinheiro, Chloé. O que é autismo, das causas aos sinais e o tratamento. Atualizado em 28 nov 2019, 17h58 – Publicado em 2 abr 2018, 14h53 . Disponível em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/o-que-e-autismo-das-causas-aos-sinais-e-o-tratamento/. Acesso em: 22 mar. 2022.

Autor

Izabel Barros

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