20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra

História da consciência negra

Nos ambientes escolares sempre é falado sobre o dia da Consciência Negra. Mas o que é a Consciência Negra? Quando é comemorado esse dia? Por que existe essa data comemorativa?

Nessa matéria iremos falar um pouco sobre a história da consciência negra e algumas divergências que ele tem causado no meio de estudiosos e historiadores.

O dia da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro, data escolhida por ter sido, em 1695, o dia da morte do negro Zumbi, líder que lutou contra a escravidão em especial na região do nordeste. A data foi estabelecida pelo projeto de Lei n.º 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003 e sancionada em 2011 como Lei 12.519/2011.

No entanto, essa data não é aceita por unanimidade, há estudiosos que acreditam que essa comemoração deveria ser no dia 13 de maio, data da Abolição da escravatura, em 1888, pela Princesa Isabel. Há ainda quem defenda que a data poderia ser comemorada no dia 24 de agosto, dia da morte de Gama, em 1882. Gama foi um advogado negro que ajudou na libertação de mais de 600 escravos, superando a sua própria realidade de discriminação pela meritocracia. Gama morreu aos 52 anos.

Datas a parte, vamos falar um pouco sobre a história da consciência negra.

Em 1532, chegaram em território brasileiro, trazidos como escravos, os primeiros africanos. Essa prática findou-se apenas em 1850, três séculos depois, pela Lei Eusébio de Queiroz, dando fim o tráfico negreiro.

Como dito anteriormente, a abolição formal da escravidão aconteceu no dia 13 maio de 1988, mas isso não quis dizer que os direitos dos negros ex-escravos passaram a ser respeitados, a busca pela igualdade de direito ainda continua.

Apesar dos negros  terem sido libertos, o fato de serem vistos como ex-escravos, por si só já gerava preconceito. Desse modo a discriminação passou a ser sentida em todas as áreas, tornando o negro excluído da sociedade, da educação e do mercado de trabalho, consequentemente.

Com o passar do tempo, através de lutas, a exclusão dos negros nas diversas áreas de atuação, vem diminuindo e o negro tem encontrado espaço nas artes, nos esportes e na universidade.

Assim a data comemorativa da Consciência Negra é uma forma de lembrar a importância de valorizar esse povo que contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira.

Quem foi Zumbi dos Palmares?

Zumbi dos Palmares nascido livre num quilombo (povoado formado por escravos fugidos), lutou até a morte para defender seu povo contra a escravidão.

Da escravidão, Zumbi só conhecia as terríveis histórias que os mais velhos estavam sempre contando. Eles lembravam a morte no porão dos navios, a escuridão das senzalas, o trabalho forçado e os castigos sofridos.

O Quilombo dos Palmares estava situado numa longa faixa de terra de 200 quilômetros de largura. Estava paralelo à costa, situado entre o cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e a parte norte do curso superior do rio São Francisco, hoje no estado de Alagoas.

 

                                                                  ZUMBI DOS PALMARES

De acordo com historiadores, numa das batalhas entre os colonos portugueses e o Quilombo, Zumbi foi morto. Como era costume na época, seu corpo ficou exposto em praça pública para servir de exemplo para que ninguém tentasse ir contra os colonizadores.

Mesmo assim, seu exemplo de luta foi passando de geração em geração e ele acabou sendo escolhido como herói para o povo negro brasileiro, apesar de esse título não ser aceito por todos.

O que foi o Quilombo de Palmares.

Quilombos eram comunidades formadas por escravos fugidos das fazendas.

Esses lugares se transformaram em centros de resistências dos escravos negros que escapavam do trabalho forçado no Brasil.

Origem

A palavra quilombo vem do idioma banto, sendo uma referência a “guerreiro da floresta”. A primeira definição de quilombo na administração colonial ocorreu em 1740. Quem a fez foi o Conselho Ultramarino Português. Para esta instituição, o quilombo era: “toda a habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte desprovida, ainda que não tenham ranchos levantados nem achem pilões neles”

Como era a Vida no Quilombo?

O funcionamento dos quilombos considerava a tradição dos escravos fugidos que neles habitavam. Nessas comunidades, se realizavam atividades diversas como agricultura, extrativismo, criação de animais, exploração de minério e atividades mercantis.

Nesses locais, os negros tratavam de reviver suas tradições africanas. O melhor de tudo era que podiam voltar a ser livres, cultuar seus deuses e praticar suas danças e músicas.

No entanto, não se esqueciam dos companheiros que ficaram escravizados. Era comum ajudarem a organizar fugas nas fazendas ou economizar o dinheiro que obtinham da venda dos seus produtos para comprar a liberdade daqueles escravos.

A existência de quilombos era tamanha que se criou no Brasil uma profissão específica denominada  “capitães do mato”. Eram homens conhecedores das florestas contratados para recapturar os escravos fugidos.

O processo de resistência era permanente. Mesmo quando destruídos, os quilombos ressurgiam em outros locais e eram mais uma peculiaridade da sociedade escravocrata brasileira.

O Quilombo dos Palmares era o mais famoso, mas existia outros quilombos espalhados pelo território brasileiro.

Terras quilombolas

 

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Referências

Do Brazil, Jornal. Direita rejeita Zumbi como símbolo negro e exalta os abolicionistas. 20 de dezembro de 2019. Disponível em:< https://www.jb.com.br> Acesso em: 15 de novembro de 2021.

Bezerra, Juliana. Consciência Negra. Toda Matéria, novembro de 2019. Disponível em <   https://www.todamateria.com.br/consciencia-negra/ Acesso em: 15 de novembro de 2021.

Autor

Izabel Barros

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