Psicopedagogia: Ramo educacional ou empresarial que tem sido procurado cada vez mais por diversos profissionais

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O que é a psicopedagogia?

é uma ciência que apoia a integração, de modo coeso, dos conhecimentos e princípios de diversas ciências humanas com a meta de adquirir uma extensa compreensão sobre variados métodos inerente ao aprendizado.(https://www.infoescola.com/educacao/psicopedagogia/)

A Psicopedagogia é o campo que estuda a aprendizagem em suas diferentes relações e circunstâncias. Ela se ocupa do processo de aprendizagem e suas variações e da construção de estratégias para a superação do não -aprender, tendo como um de seus focos principais a autoria do pensamento e da aprendizagem. Essa ciência tem uma visão integrada da aprendizagem, entendendo que todas as dimensões do sujeito são coparticipantes de seus processos de aprendizagem, por meio do entrelaçamento e da manifestação dos processos cognitivos, afetivo-emocionais, sociais, culturais, orgânicos, psíquicos e pedagógicos, concebendo o sujeito como individual e coletivo.

A Psicopedagogia transita entre os aspectos pedagógicos e psíquicos e entre os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos sujeitos. Sua intervenção possibilita que indivíduos, grupos e instituições desenvolvam seus processos de aprendizagem de forma saudável, resgatando o prazer de aprender e descobrindo – se como autores de seus próprios processos.

A psicopedagogia x educação especial

Nota-se, com base na experiência na área da Psicopedagogia, que é preciso diferenciá-la da Educação Especial, conforme o Artigo 58 da Lei nº 12.796, de 2013.

Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação (BRASIL, 2013). Assim, pode-se dizer que a Psicopedagogia atende aos sujeitos que necessitam de um olhar articulador sobre seu processo de aprendizagem, criando estratégias para a superação do não aprender e a autoria. Já a Educação Especial, conforme a Lei n° 12.796 de 2013, tem o seu trabalho direcionado para os sujeitos com Necessidades Educativas Especiais.

Áreas de atuação da psicopedagogia

A atuação da Psicopedagogia pode acontecer a partir da perspectiva Clínica, Institucional e da Pesquisa. A Psicopedagogia Clínica ocupa-se do entendimento do sujeito que aprende, através de sua história pessoal, de seus vínculos familiares, de sua modalidade de aprendizagem, compatibilizando conhecimento e saber. Procura compreender o sujeito a partir de seu processo de aprender e de não aprender, indagando como, o que e de que maneira ele pode aprender. Exerce suas funções nas dimensões terapêutica e institucional, buscando a compreensão das complexas relações de aprendizagem, dos lugares e papéis de sujeitos em suas redes históricas e pela formulação de espaços e dispositivos adequados ao resgate e à promoção da aprendizagem. Realiza ações voltadas para o resgate da aprendizagem, através da formulação de espaço e vínculo de confiança e da proposdwição de recursos adequados e específicos. Busca possibilitar que o sujeito construa sua autoria na aprendizagem. A Psicopedagogia Institucional considera as amplas e intrincadas relações de aprendizagem de uma instituição, analisando as relações institucionais e buscando elaborar condições de articular a qualificação dos processos de aprendizagem. Objetiva fazer com que os sujeitos de um grupo possam se conceber e agir como protagonistas de seus próprios processos de aprendizagem. Pode ter como objetivo, na escola, a diminuição da incidência dos problemas de aprendizagem. Analisa e age em relação às questões da didática e da metodologia, através da intervenção: na formação permanente e na assessoria junto aos professores; no atendimento familiar; no diagnóstico de sujeitos; no relacionamento entre alunos e professores; nas relações afetivas envolvidas nos processos de aprender; no significado que os alunos e professores dão à aprendizagem; na elaboração de currículos e ações pedagógicas que tenham efetivo desempenho junto ao processo de aprendizagem. A Psicopedagogia como área de Pesquisa compõe um conjunto de conhecimentos que auxiliam na investigação sobre os fenômenos dos processos de aprendizagem humana.

Quem é o profissional que atua nessa área e  qual o seu papel?

Quem é o Psicopedagogo? O Psicopedagogo é um especialista em Psicopedagogia. Sua formação ocorre, geralmente, através de cursos de Especialização, possibilitando o aprofundamento dos conhecimentos obtidos nos cursos de graduação e a ampliação da discussão sobre os aspectos da aprendizagem, de sua autoria e da superação do não aprender. Assim, se uma pessoa tem a graduação em Licenciatura em Matemática e a especialização em Psicopedagogia, ela será Licenciada em Matemática e Especialista em Psicopedagogia. Se a pessoa tem graduação em Pedagogia e Especialização em Psicopedagogia, ela será uma Pedagoga e Especialista em Psicopedagogia. Se ela tiver a graduação em Psicologia e Especialização em Psicopedagogia, ela será uma Psicóloga e Especialista em Psicopedagogia. O especialista em Psicopedagogia é um profissional habilitado a lidar com os processos de aprendizagem e suas dificuldades junto às crianças, aos adolescentes, aos adultos ou às instituições, instigando aprendizagens significativas, de acordo com suas possibilidades e interesses. Em sua prática, o especialista em Psicopedagogia pode auxiliar na busca do prazer de aprender, na construção de um novo significado para as formas de aprender, da compreensão, por parte dos sujeitos, da maneira como aprendem e de como utilizar suas estratégias em relação a novos conhecimentos.

Você sabe como iniciou a história da Psicopedagogia no Brasil? Apresentamos aqui uma breve linha do tempo sobre essa ciência.

O movimento da psicopedagogia no Brasil remete ao seu histórico na Argentina, devido ao acesso fácil à literatura, as ideias argentinas têm influenciado a prática dos brasileiros. Antigamente os problemas de aprendizagem eram considerados como fatores orgânicos e determinava a forma de tratamento, inclusive no Brasil.

Só na década de 70 é que foi difundida a ideia de que esses problemas eram causados devido a uma disfunção neurológica não detectável em exame clínico, chamada de disfunção cerebral mínima (DCM). Cypel apud Bossa (2007), relata que em curto espaço de tempo pais e professores adotaram o rótulo DCM para qualquer problema de aprendizado sem antes terem o diagnóstico médico. A autora Nadia Bossa (2007), é uma das grandes historiadoras da Psicopedagogia no Brasil. Vejamos alguns dos principais fatos e descobertas que ela destaca.

Início da década de 80- começa a se configurar uma teoria sóciopolítica a respeito do “problema de aprendizagem escolar”, que passou a ser chamado de “problema de ensinagem”.

Em 1970- surgiram os primeiros cursos de especialização em psicopedagogia no Brasil, idealizados para complementar a formação dos psicólogos e educadores que buscavam solucionar certos problemas. Eles foram estruturados com base em conhecimentos científicos.

Em 1967- foi desenvolvido pelo CPOE um curso com duração de dois anos para professores especializados no atendimento psicopedagógico das clínicas de leitura, supervisionado por ele, que publicou vários livros e seu objetivo era focar questões relacionados à linguagem e a aprendizagem.

Em 70- fez uma conferência pelo Brasil.

Em 1954- foi patrocinado pelo Centro de Pesquisas e Orientação Educacional (CPOE) da Secretaria de Educação e Cultura, o primeiro registro de um curso de orientação psicopedagógica pelas coordenadoras Aracy Tabajara e Dorothy Fossati e foi criado o Departamento de Educação Especial, orientado para o atendimento com crianças excepcionais.

Em 1969- os psicomotricistas trabalhavam com a parte corporal e os fonoaudiólogos com a linguagem oral, audição, voz e leituraescrita.

1970 iniciaram os cursos de formação de especialistas em psicopedagogia na Clínica Médico – Pedagógica de Porto Alegre com duração também de dois anos.

A PUCRS realizou cursos de especialização relacionados a curso de reeducação em linguagem em 1979/80 e curso de psicoeducação em 1982/83. Ela mantém desde 1972 a área de concentração em aconselhamento psicopedagógico dentro do curso de pós-graduação em Educação. Outro fato importante na história da psicopedagogia foi o primeiro encontro de psicopedagogia em SP, em novembro de 1984, com Clarissa Golbert e Sônia Kiguel cujas apresentaram trabalhos direcionados as atividades dos psicopedagogos de Porto Alegre. A partir deste evento foi fundado o grupo Livre de Estudos em Psicopedagogia (como era chamado), agora passou a ser Associação de Psicopedagogos com o objetivo de discutir as questões psicopedagógicas mensalmente.

Em 1970- surgiram no âmbito institucional cursos com enfoques psicopedagógicos, antecedendo a criação dos cursos formais de especialização e aperfeiçoamento.

Em 1979- foi criado o primeiro curso de psicopedagogia no Instituto Sedes Sapientiae em SP pela pedagoga e psicodramatista Maria Alice e pela diretora do Instituto Madre Cristina Sodré.

Há treze anos existe a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), órgão responsável pela organização de eventos de dimensão nacional, através de publicações com temas que retratam as preocupações e tendências na área. As temáticas dos encontros e congressos refletem a trajetória da atuação psicopedagógica dos primórdios até os dias de hoje. A Associação visa como principal objetivo, tornar conhecido o campo de atuação de um psicopedagogo.

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Autor

Izabel Barros

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