Síndrome de Burnout em professores.

Sem dúvida você já deve ter lido ou ouvido falar sobre a Síndrome de Burnout! Síndrome cada vez mais comum na vida de profissionais em diversas áreas. Mas em professores, com qual frequência e intensidade esses profissionais têm sentido os sintomas? O que tem causado? Quais as consequências? Como tratar a síndrome? Esse é o assunto do nosso artigo de hoje!

Vamos começar explicando o que é a Síndrome de Burnout.

A Síndrome do Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, refere-se à exaustão física, mental e emocional relacionada ao contexto do trabalho. O nome da doença é uma analogia à expressão “burnout”, de origem inglesa, que significa “queimar por completo”. Desse modo, o estado de esgotamento acontece quando o profissional tem um estresse crônico durante tanto tempo dentro do ambiente de trabalho que isso gera uma série de repercussões no seu corpo e no comportamento.

Como a Síndrome de Burnout afeta os professores?

A Síndrome de Burnout é muito comum em professores, infelizmente!

Diferentemente da maioria das profissões, a de ser professor exige que esse profissional viva em um ritmo acelerado e intenso. Enquanto muitas funções são exercidas apenas no ambiente de trabalho, a de ser professor vai além, pois o docente precisa reservar tempo para planejar suas aulas, executá-las e, posteriormente, corrigir os trabalhos e atividades feitas pelos alunos.

Além de precisar tratar de questões burocráticas, como notas, preenchimentos de diários, planos mensais para ser entregue a coordenação pedagógica (que muitas vezes não olha esses documentos, porque também está sobrecarregada). Muitos trabalham três turnos como forma de completar a renda mensal, provocando mais tensão e pressão na vida profissional. O envolvimento emocional, a falta de ascensão profissional, falta de autonomia, falta de  também contribuem para o agravamento da síndrome.

Toda essa rotina produz ansiedade, insônia, falta de memória, angústia, desmotivação, exaustão, dores e culpa, sintomas comuns da Síndrome de Burnout em professores. Esse tem sido um distúrbio psíquico que vem se tornando cada dia mais frequente entre os docentes.

Como tratar a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout não surge da noite para o dia, esse quadro de exaustão profissional é decorrente de um quadro prolongado de pressões na vida dos educadores. A doença vai dando sinais ao longo do tempo que, em geral, são ignorados.

De acordo com o site Escola da Inteligência, os fatores que podem desencadear a doença estão divididos em três dimensões: organizacionais, relacionados ao trabalho em si e individuais (características da personalidade).

Uma forma de tratar e até evitar a síndrome é o próprio professor agregar hábitos cotidianos que melhorem sua saúde e bem-estar, e, caso perceba algum sintoma, procurar ajuda profissional para evitar que o quadro se agrave.

No entanto, as escolas devem desenvolver projetos que contemplem essas questões em específico no cotidiano do docente. Abaixo, você conhecerá algumas ações que podem evitar que a Síndrome de Burnout torne-se uma realidade na sua escola, e ajudar nos casos que já.

Oferecer boas condições de trabalho.

Muitos profissionais reclamam mais da falta de condições de trabalho do que dos salários, visto que a falta de estrutura pedagógica ou física impede o bom andamento da prática docente. Desse modo, as instituições devem investir em tempo para as capacitações, pois na maioria das vezes essas acontecem em horários fora do expediente, impedindo que o docente dedique tempo para sua família, ou realize outra atividade importante para ele. Outra forma é diminuir a quantidade de trabalho extraclasse e não acumular funções, ofertar um plano de carreira, inclusive em escolas privadas.

Estimular a prática de atividades físicas

Saúde física e mental andam juntas, por isso a importância de estimular atividades físicas. A saúde física impacta diretamente a saúde mental e vice-versa. As escolas podem efetuar parcerias com educadores físicos, para que eles possam orientar qual o exercício mais adequado para os professores. Isso pode ser realizado de forma presencial ou online, o importante é se exercitar.

Promover espaços para diálogos

Quem não gosta de um bom “bate papo”? Uma boa conversa ameniza os sentimentos de angústia, sentimento tão comum nas pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout. Outro fator positivo que os momentos de trocas podem gerar é desenvolver a cooperação e deixar de lado a competição, o que irá refletir diretamente na qualidade de vida do docente e, consequentemente, irá oferecer um ensino de qualidade para os alunos.

Essas atitudes podem contribuir para amenizar e até solucionar o problema. É importante entender que o trabalho pode trazer cansaço, mas não abatimento mental e emocional, quando isso acontece é necessário buscar um novo significado para a vida profissional. A Síndrome de Burnout em professores é algo muito delicado e sério, que pode ter consequências graves, inclusive a depressão. Por isso fique atento aos pequenos detalhes.

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Referência

Entenda como a síndrome de burnout afeta os professores. Vivescer. Publicado em 27/9/2021. Disponível em: https://vivescer.org.br/burnout-entre-professores/#:~:text=A%20S%C3%ADndrome%20do%20Burnout%2C%20ou,significa%20%E2%80%9Cqueimar%20por%20completo%E2%80%9D . Acesso em: 1 de agosto de 2022.

O que é e como evitar a síndrome de burnout em professores? Escola da Inteligência Educação Socioemocional Disponível em: https://escoladainteligencia.com.br/blog/sindrome-de-burnout-em-professores/. Acesso em 2 de agosto de 2022.

One thought on “Síndrome de Burnout: o que é, sintomas e como tratar?!

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