Países com melhor educação do mundo

Para um país fazer parte do Ranking Mundial em Educação ele precisa trabalhar muito para alcançar tal posição. Sabe-se que o processo educacional de uma pátria está diretamente ligado à qualidade ou má qualidade de vida do seu povo. Pesquisas indicam que quanto mais qualidade no sistema educacional de uma nação, melhor é o bem-estar social dos seus habitantes, pelo menos na maioria dos casos.

A educação desempenha um papel fundamental ao fornecer aos indivíduos os conhecimentos, habilidades e competências necessárias para uma participação efetiva na sociedade e na economia. Ela pode melhorar a vida das pessoas em áreas como saúde, participação cívica, interesse político, entre outros aspectos.

Você quer saber quais são os países com ranking mundial em educação? O que eles têm em comum? Como é a qualidade de vida das pessoas que moram nesses países? O que o Brasil pode fazer para melhorar o seu índice no nível de educação? É sobre esse assunto que iremos falar hoje no nosso artigo. Aproveite a leitura!

Como é medida a qualidade da Educação?

Antes de mostrarmos os países considerados os melhores no ranking mundial em educação, veremos como é medida essa qualidade, o que é levado em conta para classificar determinado país como bom ou ruim na qualidade do seu ensino.

Estudos mostram que indivíduos educados vivem mais, participam mais ativamente da política e da comunidade onde vivem, cometem menos crimes e dependem menos da assistência social.

De acordo com o site Universidade do Intercâmbio, alguns métodos, como o do US News, prezam pela percepção que o público tem da educação nos países, outros privilegiam dados quantitativos e, por essa razão, são vistos como mais confiáveis.

A avaliação é dividida em educação básica que é destinada a crianças com a média de idade entre 6 a 12 anos, e o ensino superior, que inclui cursos de graduação, mestrado e doutorado. Isso acontece porque esses dois níveis são bastante diferentes e nem sempre países que vão bem em um deles também se destacam no outro.

O método visto como mais confiável para avaliar o sistema de ensino básico de um país é o Pisa, ou Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Ele é organizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e tem por objetivo avaliar o desempenho de estudantes de quase 80 países nas áreas de Leitura, Ciências e Matemática.

Pisa e os países Ranking mundial em educação

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) é realizado a cada três anos e tem o objetivo de gerar indicadores que possam contribuir para a discussão da qualidade educacional nos países participantes. Assim, políticas de desenvolvimento para o ensino básico podem ser subsidiadas.

O programa também tem o propósito de verificar até que ponto as instituições públicas e particulares de cada nação estão preparando os alunos para exercerem corretamente seus papéis de cidadãos em nossa sociedade contemporânea.

As avaliações do Pisa analisam o desempenho escolar de alunos de 15 anos dos países participantes em três aspectos principais: leitura, matemática e ciências. Porém, uma dessas áreas cognitivas recebe maior destaque a cada edição do programa.

Em 2012, por exemplo, o foco foi em matemática; em 2015, ciências e, por fim, leitura em 2018.

Além de observar as competências de cada matéria, o estudo coleta informações para a composição de indicadores contextuais que permitam relacionar o desempenho dos estudantes a variáveis educacionais, socioeconômicas e demográficas. Esses dados são obtidos por meio da aplicação de questionários específicos a escolas, professores e alunos.

Ao final da pesquisa, os resultados podem ser utilizados pelos governos dos países participantes como ferramenta na definição e otimização de políticas educativas. Isso permite uma formação mais efetiva e a participação ativa dos jovens na sociedade.

10 Países Ranking Mundial em Educação

Agora vamos conhecer 10 países que possuem o título de melhores no ranking em educação. Vale ressaltar que essa não é o tipo de lista top 10, apenas os nomes de alguns países que se classificaram como melhores no campo educacional.

Finlândia

Um dos queridinhos no ranking mundial em educação é a educação da Finlândia. Lá o ensino inicia-se aos 7 anos e vai até os 16 anos. Antes desse período os pais podem, se preferirem, matricular em uma escola privada, os filhos em idade inferior a essa. O sistema educacional é o sistema Nórdico igualitário, sem taxa de ensino para os estudantes de tempo integral. Os alunos recebem alimentação gratuita na educação primária e secundária. Os estudos após a educação primária se dividem em sistema vocacional e sistema acadêmico.

A educação básica vai do 1º até o 9º ano e é pública para quase a totalidade da população, existem poucas escolas privadas no país. As classes têm poucos alunos; raramente ultrapassam o número de 20 alunos por sala. Os estudantes aprendem as duas línguas oficiais da Finlandia, o finlandês e o sueco, mais duas línguas estrangeiras. Os alunos têm também aulas de artes, música, cozinha, carpintaria, serralharia e costura.

A Finlândia é o país com mais livros infantis per capita do mundo, a atividade de leitura é muito encorajada nas escolas.

Coreia do Sul

A educação obrigatória na Coreia vai dos 6 aos 15 anos. Entre os 3 e os 5 anos os coreanos costumam frequentar a pré-escola que pode ser oferecida em instituições públicas ou privadas.

A partir dos 6 até os 12 anos os estudantes frequentam o ensino primário. Os três anos seguintes são dedicados à “Middle School”. Aos 15 ou 16 anos, quando os alunos completam a fase obrigatória de ensino, eles podem escolher entre parar de estudar, fazer um Ensino Médio Profissionalizante ou um Ensino Médio Acadêmico, que vai direcionar para uma universidade coreana. Por lá, 95% decidem seguir estudando depois do período obrigatório, destes, 75% fazem o Ensino Médio Acadêmico, se preparando para a faculdade.

Japão

Não é nenhuma novidade esse país fazer parte do ranking mundial em educação. O sistema de ensino no Japão se divide de forma parecida com o que temos no Brasil. Por lá, o Ensino Primário vai dos seis aos 12 anos e o Ensino Secundário é composto pelo “Junior High School” (similar ao Ensino Fundamental) e o “High School” (similar ao nosso Ensino Médio).

A grande diferença é que os japoneses só são obrigados a frequentar a escola até o fim do “Junior High School”, o que significa que toda a matéria básica é ensinada até que os alunos completem 15 anos. Terminado o “Junior High” os estudantes podem optar por seguir estudando no Ensino Médio e se prepararem para um curso superior, fazer um curso técnico de quatro anos ou um curso profissionalizante de um ano.

Estônia

A Estônia é mais um país europeu que faz parte do ranking mundial em educação. O Ensino obrigatório na Estônia, assim como na maioria dos países, começa aos 7 anos. Porém, a partir dos 4 anos os pais têm o direito de optar por colocar seus filhos na escola. Com isso, 94% da população começa a estudar aos 4 anos de idade, na pré-escola. Essa fase da educação é paga, mas o valor da mensalidade não pode ultrapassar 20% do salário mínimo.

A divisão dos anos escolares funciona de maneira similar à do Brasil. A primeira etapa é constituída por nove anos de educação (entre os 7 e os 14 anos). Após ter sido aprovado nessa fase, os alunos partem para o Ensino Secundário que, como o nosso Ensino Médio, vai dos 15 aos 17 anos. A diferença é que lá as escolas podem estabelecer critérios de admissão no Ensino Médio como provas no estilo vestibular. Além disso, os alunos podem optar por um ensino profissionalizante ou apenas propedêutico (com as matérias convencionais).

Singapura

Em Singapura, o Ensino Primário inicia aos 6 e termina durante os 11 anos. Aos 12, os alunos iniciam o Ensino Secundário, concluído, geralmente, aos 15 anos de idade. Porém, nem todos os estudantes fazem o mesmo tipo de Ensino Secundário. Ao concluir o primário os alunos fazem uma prova denominada PSLE e, dependendo da nota eles são direcionados para uma das modalidades de ensino. Esse é um dos poucos países da Ásia que fazem parte do ranking mundial em educação.

China

Na China a educação se divide em três segmentos: a educação básica, a educação superior e a voltada para adultos. Esta última categoria inclui tanto a educação básica quanto a superior e é voltada para pessoas que não conseguiram estudar na faixa etária convencional.

A educação básica, que é a que o país mais se destaca, consiste em nove anos de educação obrigatória, pública e gratuita. Essa fase é dividida oficialmente em duas etapas: o Ensino Primário dos 6 aos 12 anos e o Ensino Secundário dos 12 aos 15 anos. Antes dos seis anos de idade é comum que os chineses passem por até três anos de ensino pré-escolar, mas ele não é obrigatório.

Noruega

A educação na Noruega é obrigatória para todas as crianças com idades entre 6 e 16 anos.

O sistema escolar norueguês pode ser dividido em três partes: Ensino Fundamental (Barneskole, obrigatório dos 6 aos 13 anos), o ensino secundário inferior (Ungdomsskole, obrigatório dos 13 aos 16 anos), e o ensino secundário (Videregående Skole, obrigatório dos 16 aos 19 anos).

Escolas primárias e secundárias são obrigatórias para todas as crianças dos 6 aos 16 anos. Antes de 1997, a obrigatoriedade da educação na Noruega começava com a idade de 7 anos. Os alunos quase sempre mudam de escola quando entram na escola secundário inferior e secundário superior, devido a maioria das escolas oferecerem apenas um dos níveis.

Canadá

Vindo para a América, Canadá é um dos países que fazem parte do ranking mundial em educação.

A educação no Canadá é altamente descentralizada. Não possui um órgão governamental central encarregado de monitorar e/ou ditar regras e padrões quanto à educação no país. Ao invés disso, a educação é responsabilidade das províncias e territórios do Canadá.

A escolaridade é obrigatória em todas as províncias/territórios. A idade em que há essa obrigatoriedade varia no país, geralmente iniciando-se aos 5-7 anos, e sendo obrigatória até os 16-18 anos (ou até à conclusão do ensino secundário), o que contribui para uma taxa de alfabetização de mais de 99%. Na maioria das províncias, o inglês é o idioma mais usado. No Quebec o idioma mais utilizado é o francês. O ensino primário e secundário é gratuito.

Estados Unidos 

A educação nos Estado Unidos é gratuita, fornecida e controlada primariamente por três níveis governamentais diferentes: federal, estadual e local.

O sistema escolar norte-americano é dividido em 12 anos da seguinte forma:

  • Pré-escola, creche ou Head Start: até 6 anos.
  • Elementar ou escola primária: dos 6 aos 10 anos.
  • Middle School: dos 11 aos 13 anos.
  • High School: dos 14 aos 17 anos.

As escolas nos EUA podem ser: particulares, religiosas, públicas, internatos ou domésticas. O sistema escolar é administrado pelo setor público e cada estado federal deve cumprir os requisitos e parâmetros estabelecidos pela Constituição dos Estados Unidos em relação à educação.

Israel

O sistema educacional em Israel é semelhante ao sistema americano. Com 5 anos, todas as crianças são obrigadas a atender a pré-escola (Gan Hová). A partir dos 6 anos, a criança deve começar a escola fundamental que demora 6 anos. Aos 13 anos de idade o jovem estudante passa para o colégio que leva 3 anos. Após o colégio o aluno entra no ginásio, no qual ele se preparará para as provas de Bagrut, que lhe permitirão o acesso ao ensino universitário. O ginásio leva geralmente 3 anos. No total o sistema de educação fundamental e média leva 13 anos, do qual somente 11 são obrigatórias.

A educação em Israel é relativamente autônoma para cada etnia. Alunos judeus estudam na língua hebraica enquanto os alunos árabes estudam em árabe.

O que os países ranking mundial em educação têm em comum?

Bom, essa não é uma pergunta tão fácil de responder, mas considerando dados podemos chegar a alguns pontos em comum entre esses países.

  • Economia de livre mercado. 

Esse é um dos pontos em comum entre esses países. De acordo com o economista Luiz Alberto Machado “A principal premissa do Índice, sustentada por um grande volume de dados, é que a liberdade econômica é inseparável do progresso econômico porque permite a troca de bens e serviços de uma forma eficiente e oferece os incentivos necessários à geração de riquezas e de emprego. Como documentado novamente pelo Índice de 2022, a liberdade econômica também tem forte correlação com o bem-estar de forma geral, que inclui fatores como saúde, educação, meio-ambiente, inovação, progresso da sociedade e governança democrática.”  

  • Liberdade educacional

Boa parte dos países ranking mundial em educação possui liberdade educacional. Os sistemas educacionais são flexíveis e com poder de escolha. Dos 36 membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 30 (84%) têm o ensino domiciliar legalizado, ou como é mais conhecido Homeschooling . A maioria na forma de regulamentação específica, outros por meio de permissão concedida pela própria constituição nacional.

  • Distribuição adequada dos recursos

A maneira como os recursos educacionais são direcionados, define se a educação será ou não de qualidade. É importante focar na qualidade do ensino, mais do que na quantidade de alunos que frequentam a escola. Nos países ranking em educação, parte do seu orçamento é gasto com capacitação dos professores. Esses são incentivados, não só por meio de bons salários, mas também por qualidade no trabalho, que vão desde a quantidade de alunos por turma a materiais pedagógicos.

Qual a posição do Brasil no ranking mundial em educação?

De acordo com a OCDE, em 2019, aqui, foi destinado em média 5,6% do PIB na educação, uma porcentagem acima da média de 4.4% das outras nações. Mas por que o Brasil ainda não é considerado um país com educação de qualidade?

Embora o Brasil tenha um investimento bem considerável, ele pode ser considerado mal distribuído pelo país inteiro. No PISA, a principal avaliação internacional de desempenho escolar, nosso país ficou em 58º, de 79 países avaliados. Isso se dá porque nos países com melhor desempenho dos estudantes, as hipóteses mostram que o sucesso está na maneira como os recursos são usados em todo o sistema, desde infraestrutura das escolas, políticas públicas de incentivo e até a constante capacitação dos professores.

Assim para o nosso país passar a fazer parte do ranking mundial em educação, é necessário ter uma visão holística, ou seja, ter como objetivo o desenvolvimento dos potenciais intelectuais, emocionais, sociais, físicos, artísticos, criativos e espirituais de uma pessoa.

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Referências:

A liberdade econômica no Brasil e no mundo. Espaço Democrático. 18 de fev. de 2022. Disponível em:https://espacodemocratico.org.br/artigos/a-liberdade-economica-no-brasil-e-no-mundo/ Acesso em: 29 de nov. 2022.

Educação no Canadá. Wikipédia, a enciclopédia livre Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_no_Canad%C3%A1#Refer%C3%AAncias. Acesso em 29 de nov. de 2022.

Educação na Finlândia. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_na_Finl%C3%A2ndia. Acesso em: 28/11/2022

Escolas nos Estados Unidos: Como é estudar no país? Tranformando.com.v0cê. Disponível em:https://transformando.com.vc/escolas-nos-estados-unidos-como-e-estudar-no-pais/ 31 de agos. 2021. Acesso em: 29 de nov. de 2022.

Pisa – Ranking de educação mundial: entenda os dados do Brasil. Lyceum. 26 de jul. 2019. Disponível em:https://blog.lyceum.com.br/ranking-de-educacao-mundial-posicao-do-brasil/ Acesso em: 25/11/2022

QUADROS, Ana Resende. 10 países com melhor educação do mundo. Universidade do intercâmbio. 23 de jul. 2021. Disponível em: https://www.universidadedointercambio.com/paises-com-melhor-educacao-do-mundo/ Acesso em: 25 de nov. 2022.

 

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