O que é autismo? sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Bebê desenha um coração multicolorido com guache - o que é autismo?

O que é autismo?

O que é autismo? Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento conhecido como TEA, Transtorno do Espectro do Autismo. Caracterizado pela dificuldade em determinadas áreas do cérebro da criança, que tem um desenvolvimento diferente ou atraso nessas áreas. Apresenta diversos sintomas, como na comunicação social e nos interesses restritos repetitivos e estereotipados.

De acordo com o Centro de Controle de Doenças e Prevenção de Saúde Americano (CDC – Center for Disease Control and Prevention), 1 em cada 44 crianças são diagnosticadas com autismo. Os traços de autismo estão presentes desde cedo no desenvolvimento das crianças. É importante destacar a importância de um diagnóstico precoce para que as crianças tenham intervenção imediata.

Importância da intervenção precoce: Como identificar o autismo?

Os sintomas se manifestam quando a criança ainda é pequena. E os sinais precisam estar presentes antes dos três anos de idade.

Como já mencionado, identificar o autismo é imprescindível para buscar opções de tratamento, pois com um diagnóstico prematuro a criança terá mais oportunidades para desenvolver as áreas que precisam de intervenção; portanto, uma máxima qualidade de vida.

Quando é feito intervenções com a criança surge novas redes neurais. Sendo assim, o cérebro constrói outros caminhos, como aprender habilidades que vai ajudar a criança a se desenvolver ainda mais.

As crianças que possuem os sinais de autismo podem ser diagnosticadas precocemente e serem direcionadas para acompanhamento, mas as que não possuem algumas características já é mais complexo identificar o autismo.

Alguns repertórios fundamentais devem ser observados. São eles:

  • A criança consegue manter contato visual?
  • Segue comandos?
  • A criança imita e brinca?
  • Como é a interação com os colegas?
  • A uma comunicação ativa com os seus pares?

É importante salientar que o diagnóstico vai além dessas características e a criança precisa ter mais de um traço para considerar autismo. A investigação deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, mas assim que perceber um dos sintomas é fundamental procurar um profissional. Quanto mais cedo o diagnóstico melhor a qualidade de vida da criança.

As crianças com TEA que são diagnosticadas cedo tem maiores possibilidades de melhorar as habilidades sociais e a comunicação. Por isso, a importância do diagnóstico precoce antes dos três anos de idade. A seguir veja alguns sinais do autismo:

  • Atraso na fala;
  • Repetição de sons ou movimentos (bater as mãos constantemente e falar a mesma palavra diversas vezes);
  • Baixo contato visual;
  • Tem preferência de brincar sozinho;
  • Angústia com alguma alteração na rotina;
  • Hipersensibilidade ao toque;
  • Dificuldade para entender e demonstrar sentimentos;
  • Dificuldade para escutar chamados;
  • Dificuldade para entender a linguagem não-verbal das outras pessoas (expressões faciais, gestos, sinais);
  • Hiporreação a estímulos do ambiente (sons ou texturas).

Causas

As causas do autismo ainda não são completamente conhecidas, mas pesquisas sugerem que os fatores genéticos, hereditários e ambientais, são os principais relacionados com o desenvolvimento do TEA.

Diagnóstico X tratamento

O diagnóstico do autismo deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, neuropsicólogo, entre outros. E o diagnóstico do autismo é baseado em observação comportamental.

Os níveis de autismo possibilitam um diagnóstico mais explícito para identificar o nível de sintomas. Na nova versão, o DSM V divide o autismo em três níveis: nível 1, 2 e 3, com base nos níveis de apoio e de intervenção que a pessoa com autismo precisa receber.

Nível 1

Os sintomas do nível 1 do autismo são leves, mas podem ter dificuldades com a interação social, comportamentos restritos e repetitivos. As pessoas com autismo leve precisam de um suporte mínimo, pois conseguem aprender os comandos e colocar em prática na maioria das vezes.

As pessoas com nível 1 de autismo, geralmente, tem comunicação verbal e relação com as pessoas. Porém, apresenta dificuldade em manter uma conversa, fazer e manter amigos.

Outras características do nível 1 de autismo é a opção de seguir rotinas e dificuldade com mudanças.

Nível 2

O nível 2 de autismo precisa de mais suporte e dificuldade com habilidades e contextos sociais. A comunicação verbal pode estar presente, mas também não. As pessoas com autismo nesse nível necessitam de suporte para trabalhar de atividades sociais.

Além disso, a pouco contato visual, dificuldade em expressar emoções por meio da fala ou por expressões faciais. As crianças com autismo moderado possuem comportamentos restritos e repetitivos. Também tem interesse por rotinas, caso haja alguma mudança pode causar desconforto no indivíduo.

Nível 3

Esse nível é o mais grave do autismo e precisa de muito suporte. As crianças com o nível 3 de autismo mesmo tendo a comunicação verbal, falam poucas palavras e algumas crianças não falam. Apresentam dificuldade com eventos inusitados, possui dificuldade com estímulos sensoriais e comportamentos restritos e repetitivos, como balanço e ecolalia.

Além disso, o diagnóstico é muito importante para planejar o tratamento da criança, com auxílio da equipe multidisciplinar e terapias com comprovação científica baseado na ciência ABA. Outro fator importante que o diagnóstico possibilita é o direito de ter um acompanhante especializado em sala de aula.

“O autismo não se cura, se compreende”. O TEA não tem cura, mas a partir de intervenções a criança tem oportunidade de ter uma boa qualidade de vida e desenvolver novas habilidades importantes para ampliar o repertório. Quanto mais cedo a criança for diagnosticada maiores são as possibilidades de obter êxito no tratamento.

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Referência

GAIATO, Mayra. S.O.S Autismo: guia completo para entender o Transtorno do Espectro Autista. 3.ed. São Paulo: nVersos, 2018.

Autor

Kelly Silva

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